• Greg Teixeira

Coronavírus e o impacto na economia

Escrito por Greg Teixeira, CEO da YouGo.



Comecei a pensar sobre este assunto logo após as primeiras notícias alarmantes da China e a manutenção do Ano Novo Chinês para não ter operação na bolsa.


De lá pra cá, muita coisa mudou e tem mudado em uma velocidade impressionante. Não tenho lembrança que em outras pandemias tivéssemos tantos “cancelamentos”, por assim dizer. Impressiona a interrupção da temporada da NBA, o adiamento dos jogos da Champions, até não haver aperto de mãos e cumprimentos aqui em São Paulo - é o certo, mas acreditem, foi muito estranho entrar e sair de reuniões sem o tradicional cumprimento de mãos.


Mas esse texto não trata sobre o coronavírus como principal sujeito, e sim as suas consequências para nós que atuamos no marketing, publicidade, design, enfim, pra todos os profissionais que atuam diretamente com a comunicação e também sobre oportunidades que surgem mesmo em momentos difíceis. Sim, oportunidades, você leu certo.


Impacto do vírus no mercado


Vamos começar falando dos impactos negativos na bolsa de valores e na alta do dólar: nunca antes na história houve tantos Circuit Breakers em uma mesma semana. Mas o que isso tem a ver conosco? Simplesmente TUDO, muitas vezes vejo uma galera totalmente despreocupada com a bolsa e com o cenário mundial como um todo. Antes de desenhar qualquer estratégia, montar qualquer campanha, temos o hábito aqui na agência de entender o contexto geral do mercado.


Vejam, temos uma fintech como cliente e seu principal produto é comparar e vender câmbio e o segundo é seguro-viagens. Em menos de 30 dias tivermos uma queda de 68% de viagens de turismo, principais destinos como Europa e Estados Unidos fechando as fronteiras. Ou seja, todo nosso público-alvo está sendo forçado a adiar as viagens, o dólar está mais alto do que nunca, péssimo cenário, certo? Sim, péssimo, mas poderia ser pior, por estarmos atentos a isso conseguimos já prever e ajustar o budget para deixar a situação um pouquinho melhor.


Você pode pensar: "ah, é câmbio, dólar, é fácil saber que seria atingido". Realmente é mais fácil visualizar, mas agora vamos abrir mais os horizontes.


Cenário macroeconômico


Começando pelos grandes varejistas de moda, calçados e eletrônicos que importam produtos principalmente da China. Você já deve ter falado com algum vendedor que a TV tal está em falta ou ter percebido que não tem todos os produtos da coleção de determinada marca que você compra.


Indo pra área do entretenimento, os jogos da Libertadores foram adiados, nesse cenário temos toda uma cadeia que será prejudicada, desde patrocinadores, empresas de eventos, companhias aéreas, postos de gasolina, lojas de produtos licenciados, até os vendedores ambulantes, guardadores de carros e outros profissionais liberais. Se fizermos uma análise do macro para o micro, levantamos muito mais envolvidos.


Pensando em cenários futuros (talvez até a postagem deste texto já tenha acontecido) teremos aulas canceladas, pais tendo que ficar em casa com filhos sem poder ir ao trabalho, pedidos para que não circularem em shopping centers, cancelamentos de shows, etc. Claro que isso tudo, se acontecer, será por um curto período, mas o suficiente para provocar um “rombo” na economia desses empresários e de um país que já vem de um período complicado nesse sentido.


Essa é a parte ruim, e a parte das oportunidades que falei acima. Lembra?


Oportunidade em meio à pandemia


Como em qualquer cenário, seja ele positivo ou negativo, há oportunidades e lições para aproveitar. Aquela velha frase: “em tempos de crise, tem quem chore e quem venda o lenço”. E é verdade, por mais estranho que possa parecer.


Em um olhar mais raso quem tem aproveitado essa oportunidade são farmácias de manipulação, empresas e indústrias que produzem álcool gel, quem vende e quem produz máscaras. Um pouco mais longe, o crescimento da bolsa de empresas como Facebook e Netflix, por serem consideradas “empresas de ficar em casa”.


O que quero propor com esse pensamento é que todos nós que estamos envolvidos com a comunicação (sem falta modéstia, pra mim a área que mais importa de uma empresa) possamos enxergar o mercado como um todo, não só pensar no momento ou na “sacada legal e diferente” a informação já está aí e o mercado responde a ela, seja pro “bom ou para o ruim”.


Existem inúmeras oportunidades e saídas para este momento. Você vê alguma? Compartilha comigo, vou adorar trocar experiências.


Abraços e até a próxima!

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